Folheto - Oração do Ofício das Trevas
Ofício das Trevas
Fórmula Breve
Enable da vela: 64
InvitatórioPres: Vinde ó Deus em meu auxílio
T: Socorrei-me sem demora
T: E minha boca anunciará vosso louvor.
Pres: Irmãos e irmãs, estamos reunidos para celebrarmos juntos o Ofício das Trevas, meditando as dores de Cristo e sua agonia, mas também com o espírito penitente e com o coração contrito, em vista da expiação de nossos pecados e das nossas faltas.
Faz-se um breve instante de silêncio
Salmo 94 (95) - Convite ao louvor de Deus
Leitor: Cristo por nós foi tentado, sofreu e na Cruz morreu: Vinde todos, adoremos!
Vinde, exultemos de alegria no Senhor; aclamemos o rochedo que nos salva. Ao seu encontro caminhemos com louvores, e com cantos de alegria o celebremos!
T: Cristo por nós foi tentado, sofreu e na Cruz morreu: Vinde todos, adoremos!
Na verdade, o Senhor é o grande Deus, o grande Rei, muito maior que os deuses todos. Tem nas mãos as profundezas dos abismos, e as alturas das montanhas lhe pertencem.
T: Cristo por nós foi tentado, sofreu e na Cruz morreu: Vinde todos, adoremos!
T: Cristo por nós foi tentado, sofreu e na Cruz morreu: Vinde todos, adoremos!
Leitor: Criai em mim, ó Deus, um coração puro
T: Criai em mim, ó Deus, um coração puro
Tem piedade de mim, ó Deus, segundo a tua misericórdia, e apaga as minhas transgressões segundo a tua grande compaixão.
T: Criai em mim, ó Deus, um coração puro
Lava-me de toda a minha culpa e purifica-me do meu pecado. Reconheço as minhas transgressões,
e o meu pecado está sempre diante de mim.
T: Criai em mim, ó Deus, um coração puro
Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito firme. De Vossa face não me rejeiteis e nem me priveis de Vosso Santo Espírito.
Meditação:
Pres: Jesus foi entregue por causa de nossos pecados, mas em sua infinita misericórdia não nos rejeitou. Mesmo ferido por nossas faltas, continua a nos olhar com amor e a nos chamar de volta.
Neste salmo reconhecemos nossas quedas e fraquezas, lembrando-nos de Pedro Apóstolo, que, após negar o Mestre, deixou cair lágrimas sinceras de arrependimento.
Peçamos ao Senhor a graça de um coração contrito e humilde. Que o arrependimento verdadeiro purifique nossa alma, renove nosso espírito e nos conduza novamente à plena comunhão com Deus, cuja misericórdia é maior que todo pecado.
Salmo 22(23) – O Senhor é meu Pastor
Leitor: O Senhor é meu pastor: nada me falta.
O Senhor é meu pastor: nada me falta. Em verdes pastagens me faz repousar,e conduz-me junto às águas tranquilas.
T: O Senhor é meu pastor: nada me falta.
Refrigera minha alma e guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, nada temerei, pois estás comigo.
T: O Senhor é meu pastor: nada me falta.
Meditação:
Pres: Mesmo no vale escuro da cruz, o Senhor Jesus permaneceu fiel ao Pai e ao amor pela humanidade. No silêncio da dor e na noite da entrega, Ele não abandonou sua missão de salvar.
Neste salmo recordamos que, também nós, em nossos momentos de angústia e incerteza, não caminhamos sozinhos. O Senhor permanece ao nosso lado como o verdadeiro Pastor.
Ele é o Bom Pastor, que guia suas ovelhas mesmo pelos caminhos difíceis da vida. Ainda que muitas vezes pensemos estar abandonados, sua presença permanece silenciosa, sustentando nossos passos.
Peçamos a graça de confiar em sua presença fiel, para que, mesmo nas noites mais escuras da vida, nosso coração encontre descanso naquele que jamais abandona o seu povo.
Apaga-se vela
Salmo 130(129) – Das profundezas
Leitor: Das profundezas eu clamo a ti, Senhor!
T: Das profundezas eu clamo a ti, Senhor!
Das profundezas eu clamo a ti, Senhor! Senhor, ouve a minha voz!
quem, Senhor, poderá subsistir?
T: Das profundezas eu clamo a ti, Senhor!
Meditação:
Pres: O silêncio da noite e da morte não é capaz de calar a oração que sobe a Deus. Mesmo nas trevas mais profundas, o coração que confia continua a clamar.
Do fundo de nossa dor elevamos nossa voz com esperança — esperança que não se apaga, porque está firmada na promessa da vida eterna.
Recordamos o Senhor em sua agonia no Horto das Oliveiras, quando, tomado pela angústia, entregou-se confiantemente à vontade do Pai.
Também nós, em nossas noites de sofrimento e provação, pedimos ao Senhor a graça da perseverança. Que Ele nos conceda força, fé e confiança para que, em todas as coisas, saibamos cumprir com fidelidade a vontade de Deus.
Apaga-se vela.
Leitura breve – Lamentações 1,12 (2-19)
Leitor: Ó vós todos que passais pelo caminho, olhai e vede: há dor semelhante à minha dor?
Eis o motivo por que choro; fundem-se em lágrimas os meus olhos, porque ninguém ao meu lado me consola, nem me alenta. Vivem consternados os meus filhos, porque triunfa o inimigo.
Seu coração clama ao Senhor. Ó muralha da filha de Sião, transborda dia e noite a torrente de tuas lágrimas! Não te dês descanso, e teus olhos não cessem de chorar!
Leitura breve - Hebreus 2, 9b-10
Leitor: Vemos Jesus coroado de glória e honra, por ter sofrido a morte. Sim, pela graça de Deus em favor de todos, ele provou a morte. Convinha de fato que aquele, por quem e para quem todas as coisas existem, e que desejou conduzir muitos filhos à glória, levasse o iniciador da salvação deles à consumação, por meio de sofrimentos.
Responsório breve:
Pres: Cristo por nós se fez obediente até a morte,
T: e morte de cruz.
Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
Oração e Benção Final:
O presidente do Ofício de braços abertos prossegue:
Pres: Senhor Jesus, tua luz foi apagada aos olhos do mundo, mas na escuridão floresceu a esperança.
Fortalece-nos na espera silenciosa da tua ressurreição, e concede-nos a graça de permanecer contigo até o fim.
T: Amém.